Viviane Araújo conta como concilia novela com a vida no samba: 'uma maratona'
08/02/2026
(Foto: Reprodução) Viviane Araújo desfila no carnaval de Santos
Não existe Carnaval no Brasil sem Viviane Araújo. A atriz, de 50 anos, está longe de se aposentar do samba e já iniciou a sequência de desfiles brilhando como rainha de bateria da escola de samba União Imperial, em Santos. Agora, ela se prepara para representar o Acadêmicos do Salgueiro, no Rio de Janeiro, e a Mancha Verde, em São Paulo.
Em entrevista ao g1, ela contou o que não pode faltar antes de entrar nas principais passarelas de samba do país. "Eu gosto de me concentrar, agradecer e me conectar com a escola. Esse momento de silêncio é tão importante quanto o desfile em si", afirmou Viviane.
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A atriz também relembrou a trajetória no carnaval santista e contou como foi conciliar as gravações da novela Três Graças, da TV Globo, com a preparação para os desfiles de 2026. Veja a entrevista completa abaixo:
Viviane Araújo desfila no Carnaval Santista pela União Imperial
Alexsander Ferraz
Hoje, você é um dos maiores nomes do Carnaval do Brasil e reina à frente das baterias. O que diria para a Viviane que pisou pela primeira vez em uma avenida, há 31 anos?
Diria para ela não ter pressa e não desistir. O Carnaval ensina muito sobre tempo, resistência e respeito. Aquela Viviane chegou cheia de sonhos, mas sem imaginar a dimensão que isso tomaria. O que fez diferença foi a entrega diária, mesmo quando o reconhecimento ainda não existia.
A escola de samba União Imperial passou a fazer parte da sua história em 2020. Como começou a sua relação com o Carnaval de Santos?
O convite veio em um momento muito especial da minha vida e foi impossível não me envolver. Santos tem um Carnaval forte, muito ligado à comunidade, e a União Imperial carrega isso com orgulho. O retorno ao posto aconteceu de forma natural, pela troca verdadeira que construímos e pela vontade de seguir representando essa verde e rosa com responsabilidade.
Viviane Araújo durante ensaio técnico no Rio de Janeiro (à dir.)
Reprodução e Vinícius Mochizuki
Depois de três décadas, o que ainda te encanta ao entrar nas principais passarelas de samba do Brasil?
A sensação é sempre nova. O desfile não é só o momento da avenida, é todo o processo, os ensaios, o contato com a comunidade, o trabalho coletivo. Quando a bateria começa a tocar, tudo faz sentido. É uma emoção que não se desgasta com o tempo.
Como funciona a sua preparação e o que não pode faltar antes de entrar na avenida?
A preparação acontece o ano inteiro. Treinos físicos fazem parte da rotina, mas o cuidado emocional também é fundamental. Antes de entrar na avenida, eu gosto de me concentrar, agradecer e me conectar com a escola. Esse momento de silêncio é tão importante quanto o desfile em si.
Em Três Graças, Viviane Araújo interpreta Consuelo
Reprodução/TV Globo
Como foi equilibrar a rotina de gravações na novela Três Graças com os compromissos carnavalescos?
Foi uma maratona. A novela exige muito, fisicamente e emocionalmente, e o Carnaval também. Precisei de organização, foco e de uma equipe afinada. São duas paixões que caminham juntas na minha vida, e eu faço questão de honrar cada uma delas.
A sua atual personagem Consuelo se junta a outras histórias marcantes vividas por você na ficção, como a Naná (Império, 2014) e a Neide Assunção (O Sétimo Guardião, 2018). Você vê semelhanças entre a Viviane atriz e a Viviane rainha de bateria?
Vejo na disciplina e na entrega. A atuação pede estudo, escuta e sensibilidade. O Carnaval pede resistência, presença e verdade. Em ambos, eu busco contar histórias com respeito e emoção, seja no palco, na televisão ou na avenida.
Viviane Araújo no ensaio técnico do Salgueiro
Anderson Bordê/AgNews
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