Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430
27/06/2026
(Foto: Reprodução) Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 1.430
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.
O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.
➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
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O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.
Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.
"Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos", afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.
O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.
Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.
Prédios danificados pelos terremotos três dias após atingirem Catia La Mar, Venezuela.
Matías Delacroix/AP Photo
Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.
"Nas últimas horas, a Venezuela recebeu 17 voos transportando mais de 1.600 membros de equipes de resgate e, nas próximas 24 horas, são esperados mais 25 voos", disse Oliver Blanco, funcionário do Ministério das Relações Exteriores.
Na véspera, um avião da Força Aérea Brasileira chegou na Venezuela carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados. Ainda segundo o governo, outros dois aviões com ajuda humanitária devem decolar rumo ao país ainda neste sábado.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez também afirmou, em um pronunciamento na televisão estatal do país durante a madrugada, que outros 10 países ainda se juntariam aos esforços de resgate e que 14.000 militares e policiais estavam em La Guaira.
Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram (veja no vídeo acima).
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Os terremotos
Entenda terremoto na Venezuela
Arte/g1
Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.
Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.
Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido.
Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos EUA estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.
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